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Médica fisiatra fala sobre a doença fibromialgia

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 A sensação é de uma dor profunda osteomuscular, um incômodo permanente com diversas formas de manifestação. Segundo os pacientes que sofrem com as crises da doença, que existe uma boa dose de paciência, parece que o corpo vai desmoronar e que a massa óssea está toda comprometida. A fibromialgia, chamada pelos médicos de síndrome, provoca dor musculoesquelética na região da coluna e em outros pontos do corpo. O problema aparece frequentemente em mulheres com mais de 40 anos, porém homens, idosos e crianças também podem sofrer com ela. A síndrome não tem uma causa específica identificada, mas, atualmente, acredita-se que ela seja causada por alterações hormonais, mudanças bioquímicas no organismo e fatores combinados, ou seja, multifatorial.

 De acordo com especialistas, o paciente que apresenta este tipo de problema deve procurar um acompanhamento médico, praticar exercícios moderados e seguir uma dieta balanceada, além de fazer uso de antidepressivos. “Muitos pacientes apresentam um histórico de depressão, fadiga, irritabilidade e distúrbios do sono. O desconforto gerado por essas dores provoca muitas reações psíquicas. O incômodo permanente mexe com a rotina destas pessoas, por isso é preciso que quem esteja em volta seja paciente e compreenda a síndrome junto com aqueles dela sofrem”, explica a médica fisiatra Simone Lino do Grupo Movimento.
A fibromialgia pode ser identificada sem alterações notáveis em exames. Segundo a fisiatra, mesmo com um resultado normal destas análises, pode-se diagnosticar a doença através da observação do quadro clínico e da exclusão de outras doenças. É importante lembrar que quem vive com a síndrome sofre frequentemente de dor, por isso reclama e se sente sem forças, sendo o relato desse tipo de sensação muito importante no diagnóstico.
Em geral, o tratamento da fibromialgia apenas com analgésicos e anti-inflamatórios pode não ser satisfatório, por esta razão são prescritas outras classes de remédios como antidepressivos e anticonvulsivantes, que atuam no controle da dor no sistema nervoso central, assim como a prática de atividade física orientada, intercalando condicionamento cardiovascular, fortalecimento, alongamentos, sessões de psicoterapia, meditação, mindfulness funcional (autoconhecimento) e outros. O acompanhamento por um psicoterapeuta pode auxiliar na melhora do quadro de depressão a qual os pacientes ficam sujeitos por conta das sensações frequentes de desconforto e dor, geradas pela síndrome. “Todos os envolvidos no tratamento têm que iniciá-lo com paciência e boa vontade, acreditando que ações multidisciplinares são a chave do tratamento. Estimular e animar o paciente é fundamental”, enfatiza a dra. Simone Lino.

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