Descamação, sensação de repuxamento, coceira e desconforto após o banho costumam se intensificar durante o inverno e, muitas vezes, são tratados como sinônimos de pele seca.
Mas nem sempre é assim. Embora os sintomas sejam parecidos, pele seca, pele ressecada e pele extremamente seca representam condições diferentes e, por isso, exigem cuidados específicos para preservar a barreira cutânea e evitar que o quadro evolua.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, Darrow, marca brasileira de dermocosméticos que tem a linha Nutriol, com produtos para peles secas, ressecadas e extremamente secas e sensíveis, convidou a dermatologista Mariana Pires, parceira da marca, para explicar como identificar cada condição e quais ingredientes devem ser priorizados na rotina de cuidados.
Como identificar cada condição
Pele seca
É um tipo de pele caracterizado pela menor produção natural de oleosidade. Costuma apresentar toque áspero, perda de viço e sensação de repuxamento, principalmente após a limpeza.
Pele ressecada
É uma condição temporária que pode acometer qualquer tipo de pele. Geralmente está relacionada a fatores externos, como clima frio, banhos muito quentes, ar-condicionado, baixa umidade do ar ou uso de produtos inadequados.
Pele extremamente seca
É um quadro mais intenso, em que a barreira cutânea está comprometida. Os sinais incluem descamação evidente, coceira frequente, sensibilidade, irritação e, em alguns casos, pequenas fissuras na pele.
“Embora muitas pessoas utilizem esses termos como sinônimos, eles representam situações diferentes. Entender essa diferença é importante porque o tratamento também muda. Enquanto a pele seca faz parte das características naturais da pessoa, a pele ressecada pode ser revertida com mudanças na rotina e produtos adequados. Já a pele extremamente seca exige uma atenção maior para restaurar a barreira cutânea e evitar complicações”, explica a dermatologista.
O que observar na composição dos produtos
Na hora de escolher um hidratante, olhar apenas a textura não é suficiente. Segundo a especialista, a eficácia do produto está diretamente relacionada aos ativos presentes na fórmula, que devem atuar tanto na hidratação quanto na reparação da barreira cutânea. Entre os principais ingredientes recomendados estão:
- Glicerina: potente agente umectante que atrai e retém água na pele, proporcionando hidratação prolongada.
- Esqualano vegetal: ajuda a nutrir a pele e reforçar a barreira de proteção, reduzindo a perda de água.
- Vitamina C: possui ação antioxidante e contribui para proteger a pele das agressões externas, além de auxiliar na manutenção da barreira cutânea.
- Ácidos graxos: auxiliam na regeneração da barreira cutânea, favorecendo uma hidratação mais duradoura.
“Quando a barreira cutânea está fragilizada, vale priorizar fórmulas que associem agentes umectantes, como a glicerina, a ativos nutritivos, como o esqualano vegetal e os ácidos graxos. Essa combinação ajuda a reduzir a perda de água, restaurar a função de barreira e aliviar os sintomas de ressecamento”, afirma a dermatologista.
Outro passo que costuma ser negligenciado é a limpeza. Sabonetes muito adstringentes podem remover parte da proteção natural da pele e intensificar o ressecamento, principalmente durante o inverno. “Nesse caso, vale optar por produtos de limpeza suaves, desenvolvidos para higienizar sem comprometer a barreira cutânea. Muitas vezes, apenas essa mudança na rotina já reduz o desconforto e melhora a hidratação da pele ao longo do dia”, orienta.
A textura do hidratante também deve acompanhar a necessidade da pele. Loções costumam ser suficientes para peles secas no dia a dia, enquanto cremes mais nutritivos tendem a oferecer melhor desempenho em casos de pele extremamente seca ou durante períodos de maior ressecamento.
Quando procurar um dermatologista?
De acordo com a especialista, quando a pele apresenta coceira persistente, descamação intensa, rachaduras ou sensibilidade frequente, é importante procurar avaliação médica. Em alguns casos, esses sintomas podem estar associados a doenças inflamatórias, como a dermatite atópica, que exigem tratamento específico.
“Quanto antes a pele recebe os cuidados adequados, maiores são as chances de restaurar a barreira cutânea e controlar os sintomas. Além disso, somente o dermatologista consegue diferenciar um ressecamento comum de outras condições dermatológicas e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente”, conclui.
Fonte: Assessoria de Imprensa.































