Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos no Brasil

O que existe em comum entre uma lagarta e a artrite?

Entenda no texto com colaboração da pesquisadora Maisa Splendore Della Casa para o portal do Butantan

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Nas doenças reumáticas crónicas imunomediadas existe uma desregulação do sistema imunitário, ou seja, do sistema de defesa do organismo.

O tratamento destas doenças passa por medicamentos, denominados imunossupressores, que interferem com este sistema de defesa, como os corticoides, o metotrexato, a azatioprina, a leflunomida, os biológicos e outros, que podem aumentar o risco de infeções.

No entanto, estas doenças quando não corretamente diagnosticadas e tratadas, podem, por si só, aumentar este risco. Assim, é bem conhecida a importância do controlo da atividade destas doenças, bem como destes doentes serem vacinados contra a gripe e a pneumonia, e manterem vigilância em relação ao desenvolvimento de infeções, com destaque para a infeção por tuberculose em doentes tratados com biológicos.

Existe um maior risco de COVID-19 nos doentes com doenças reumáticas crónicas?

À luz do conhecimento atual e de acordo com as recomendações das Sociedades Médicas de Reumatologia, Nacionais e Europeias, não há evidência que os indivíduos com doenças reumáticas crónicas enfrentem maior risco de contrair a COVID-19 do que pessoas que não sofram destas doenças, nem que tenham formas mais graves de doença com pior prognóstico.

Os doentes que estejam a tomar medicamentos imunossupressores, não devem suspender os tratamentos, ou reduzir a dose dos mesmos, e não devem tomar medicamentos novos sem contactar o seu reumatologista, mesmo que ouçam dizer que o protegem do vírus.

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Os doentes reumáticos devem ser aconselhados a seguir escrupulosamente as medidas preventivas e de controlo decretadas pelas autoridades de saúde, incluindo as medidas de afastamento social, a utilização de máscara e a higienização regular das mãos.

O que fazer em caso de infeção COVID-19?

Nos casos de infeção COVID-19 confirmada, a medicação deverá ser ajustada de acordo com as indicações do médico reumatologista. O risco de cada doente deve ser avaliado de forma individualizada, pelo que em caso de dúvida o doente deve contactar o seu médico.

Um artigo da médica Sandra Falcão, reumatologista na Clínica CUF São Domingos de Rana e no Hospital CUF Sintra.

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