O acesso a informações de qualidade, baseadas em evidências científicas, é um dos fatores mais determinantes do prognóstico de casos de câncer de mama, pois possibilitam o diagnóstico precoce e a realização de intervenções mais assertivas e oportunas, de acordo com cada caso. É com base nesse entendimento que a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) lança a sua campanha de Outubro Rosa 2026 com o tema “É Preciso Saber Pra Viver”
Conforme estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve contabilizar aproximadamente 78.610 novos casos anuais de câncer de mama até 2028. Quando descoberto em estágios iniciais, as chances de sucesso no tratamento e de cura são muito maiores. Por isso, o objetivo da campanha é combater a desinformação, focar na prevenção e esclarecer as principais dúvidas sobre a doença, fazendo com que o conhecimento seja utilizado como uma ferramenta em prol da saúde das mulheres.
“Nestes 20 anos de história da FEMAMA, pudemos testemunhar o quanto a informação tem o poder de transformar e salvar vidas. Outubro Rosa é sempre um lembrete para a sociedade sobre a importância da atenção ao câncer de mama, mas essa conscientização deve ser constante, a todo momento, para que as pessoas possam conhecer a condição e o que fazer a partir de um diagnóstico próprio ou de um ente querido, por exemplo”, ressalta o Dr. Luiz Ayrton Santos Júnior, presidente da FEMAMA.
Pensando nisso, a Federação selecionou dados e orientações importantes para transmitir à população sobre a saúde das mamas e a jornada oncológica. Confira:
1. A prevenção é possível – e é o melhor caminho
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que de 30% a 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados.1 A adoção de um estilo de vida saudável — com alimentação equilibrada e rotina de exercícios — aliada ao abandono de condutas de risco, como o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas, são fatores importantes para reduzir significativamente as chances de desenvolver a doença.
2. A importância de conhecer o próprio corpo
O autoconhecimento das mamas continua tendo um papel fundamental para identificar precocemente o câncer de mama. No entanto, ao contrário das antigas campanhas de conscientização, que incentivavam as mulheres a fazer uma observação mais detalhada das mamas uma vez por mês, as recomendações científicas atuais indicam um cuidado contínuo, em que a mulher observe e reconheça o aspecto natural de suas mamas no dia a dia — seja no banho, ao trocar de roupa ou em outras atividades diárias — facilitando a identificação imediata de qualquer alteração que necessite de orientação médica. Por isso, agora, o antigo conceito de “autoexame”, atrelado a algo pontual, evoluiu para o termo “autoconhecimento das mamas”, que denota essa atenção constante com o próprio corpo.
3. Sinais de alerta
Nódulos nas mamas e axilas, alterações no formato, textura da pele com aspecto de casca de laranja e saída espontânea de secreção pelo mamilo são sinais de alerta que devem ser levados a sério e requerem avaliação médica urgente. Essas manifestações indicam ao especialista que existe algo a ser investigado mais a fundo, por meio de outros exames clínicos complementares, para que se chegue a um diagnóstico. Lembrando que quanto antes um tumor for identificado, melhores são as chances de recuperação.
4. Quem pode fazer a mamografia?
Considerada o exame padrão-ouro, a mamografia consegue identificar pequenas alterações e microcalcificações nas mamas anos antes do surgimento de qualquer sintoma palpável. Atualmente, as diretrizes médicas indicam que todas as mulheres com idade entre 40 e 74 anos devem realizar o exame de mamografia anualmente, mesmo sem sinais ou sintomas da doença.2 Porém, caso o médico desconfie que haja alguma alteração significativa na saúde das mamas da paciente, ele pode indicar a realização do exame mesmo que a mulher não esteja dentro da faixa etária usual.
5. A mamografia não é o único exame necessário para o diagnóstico
Na grande maioria das mulheres, a mamografia é suficiente para o rastreio. No entanto, em pacientes mais jovens que possuem mamas densas (com mais tecido glandular), ou caso o médico observe alguma área suspeita que exija investigação aprofundada, podem ser solicitados exames complementares como a ultrassonografia (frequente para esclarecer cistos) e a ressonância magnética. O diagnóstico definitivo do câncer, contudo, só é confirmado mediante biópsia.
6. O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura
Descobrir o câncer de mama em estágios iniciais altera radicalmente o panorama do tratamento. Quando a doença é identificada de forma rápida e ainda restrita à mama, as intervenções cirúrgicas são menos invasivas, o tratamento sistêmico é mais eficaz e as chances de sucesso e de cura superam a taxa de 90%.
7. O papel das associações de pacientes na jornada oncológica
No momento de vulnerabilidade do diagnóstico, o suporte de ONGs e instituições atua de forma direta no acolhimento humano, logístico e emocional do paciente. Na prática, essa rede dá apoio à jornada da paciente ao fornecer orientação jurídica, acompanhamento psicológico e outras iniciativas gratuitas que impactam positivamente o cotidiano de quem convive com a doença. Além da assistência imediata, o terceiro setor também atua de forma estratégica por meio do advocacy, traduzindo as demandas sociais em políticas públicas estruturantes.
Sobre a FEMAMA
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, atuando por mais acesso ao diagnóstico precoce e a tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, representa mais de 70 ONGs de apoio a pacientes de 20 estados brasileiros e Distrito Federal, buscando influenciar a formulação de políticas públicas em prol dos direitos de pessoas com câncer. Conheça o trabalho da FEMAMA aqui.
Referências
1 – Four in ten cancer cases could be prevented globally. IARC. Disponível em: Link. Acesso em: 24 de set. 2026.
2 – Diretriz apoiada por: Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
Fonte: Assessoria de Imprensa.






























