A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) realizou, entre os dias 4 e 6 de março, reuniões de seus comitês técnicos para avaliar novas tecnologias em saúde, incluindo medicamentos, procedimentos, exames diagnósticos e diretrizes clínicas que podem passar a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o encontro do Comitê de Produtos e Procedimentos, foram apresentadas as contribuições recebidas em consultas públicas relacionadas a diferentes tecnologias. Entre os temas debatidos estiveram o transplante de membrana amniótica para tratamento de feridas crônicas, pé diabético e afecções oculares; o teste imunoenzimático para detecção do antígeno galactomanana de Aspergillus, utilizado no diagnóstico de aspergilose pulmonar invasiva em pacientes imunocomprometidos; e o uso da tomografia por emissão de pósitrons associada à tomografia computadorizada (PET-CT) no diagnóstico de câncer de mama metastático quando exames de imagem convencionais apresentam resultados inconclusivos.
O comitê também realizou a apreciação inicial de novas tecnologias diagnósticas, como o teste molecular para detecção do Mycobacterium leprae, que pode auxiliar no diagnóstico da hanseníase em pacientes com lesões suspeitas e baciloscopia negativa, e a elastografia hepática ultrassônica para estadiamento e monitoramento da fibrose hepática em pessoas com colangite biliar primária.
Já o Comitê de Medicamentos analisou propostas de incorporação de diferentes terapias. Entre elas, o concizumabe e o marstacimabe, indicados para profilaxia e tratamento de pacientes com hemofilia B; o bezafibrato para colangite biliar primária; o dicloridrato de pramipexol para doença de Parkinson idiopática; e a claritromicina como alternativa de segunda linha no tratamento da hanseníase em casos de reação adversa ao esquema padrão.
O colegiado também avaliou as contribuições da consulta pública sobre a vacina meningocócica B recombinante (4CMenB) para prevenção da doença meningocócica em crianças menores de um ano, além da apreciação inicial de micofenolato, metotrexato e adalimumabe para tratamento de uveítes não infecciosas.
No Comitê de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), os membros discutiram a proposta das Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto e o Protocolo de Uso do blinatumomabe no tratamento da leucemia linfoblástica aguda de células B com cromossomo Philadelphia negativo.
As discussões fazem parte do processo de avaliação da Conitec, que analisa evidências científicas, impacto clínico e custo-efetividade antes de recomendar ou não a incorporação dessas tecnologias no SUS. Após as etapas de análise técnica, as recomendações seguem para deliberação final e posterior publicação pelo Ministério da Saúde.
As reuniões podem ser acompanhadas posteriormente no canal oficial da Conitec no YouTube: https://www.youtube.com/@ReunioesdaConitec/





























